domingo, 17 de julho de 2016

sábado, 16 de julho de 2016

Granito

Diante da minha palma percorre a distância entre a linha e a linhagem.
Diante de meus olhos antes somente filha, semente que sem intenção brota na terra.
Luz da noite que me guia da trevas que habita meu peito, não  me abandona bandida pelo mundão.
Serás tu a perdição?
Eu não desbravando sem cuidado cada brecha.
De Dayo o fresco que venta a poeira trazendo a chuva..
Merecido dia bendito este meu!!!
Que te fez merecer merecido, meus pedaços serenados do açoite desvalido.
Tive que morrer para nascer mãe.

domingo, 14 de dezembro de 2014

TERRA, PEDAÇO, CHÃO, QUINTAL...
EM MEUS OLHOS OCIDENTAIS EROSÃO.
INFERTEIS CAMINHOS SEM ESCOLHAS, ESCOLHIDO.
FRAGMENTOS DE UM TODO REPRIMIDO,
INFAME PRATICA CAIDA SOBRE HORIZONTES COLOSSAIS,
QUEM SABE O TÉDIO EM MINHAS PALAVRAS
OU O SANGUE EM MINHA GARGANTA,
ME LIVRE DA LIBERDADE PRESSA DO MEDO.
DO SER, EXISTIR, CAMINHAR....LIVRAI-ME

QUE A POESIA REVISTA MEU CORPO CANSADO,
QUE O GOZO LEVE DOS DECORRERES ME GUARDE
QUE O TEU DESEJO NUNCA ACABE
QUE A ESPERANÇA DESPERTE
QUE O SONO EXAUSTO DOS CEGOS POSSA VER A LUZ.


Samara Egle

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Estou envelhecendo...
Meus olhos já castigam meus ombros,
minhas pernas contam o vã da história.
Estou envelhecendo...
Sem ao menos vive-la...
30 anos e nada...nada que me faça dividir.
Além da frustração coletiva...
Locomotiva desenfreada
trabalhar, comer, dormir acordar,
dormir, comer, trabalhar, dormir...
Cego, operante e para frente, sempre...
Servidão de sol a sol.
To velha, cansada e infeliz...

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

domingo, 28 de setembro de 2014

Como um covarde colho verde com medo de cair do pé,
respiro forte para quem sabe a vida se mostrar confiante,
Visto a roupa da face mais bonita que dita a moda e me escraviza...
Danço a melodia dos tolos que segue o pastoril com discursos infames e infantis.
Sou o dono do pedaço, pego, nego e desfaço...na arrogância hostil
de quem trata os seus como a miséria de meus pensamentos.
Na estica eu caminho rumo ao descaminho descontrolado do fim cego.