Deixo-vos com um magnífico poema de Frida oferecido postumamente a Diego:
“Poema”
na saliva.
no papel.
no eclipse.
em todas as linhas,
em todas as cores, em todos os jarros.
no meu peito.
Fora. Dentro.
No tinteiro. Nas dificuldades da escrita.
Na maravilha dos meus olhos – nas últimas
linhas do sol (o sol não tem linhas), em
Tudo (I). Dizer tudo é imbecil e magnífico.
O DIEGO na minha urina – o Diego na minha boca –
- no meu
Coração, na minha loucura, no meu sonho – no mata-borrão – na ponta da caneta –
Nos lápis – nas paisagens – na comida – no metal – na imaginação
Nas doenças – nas vitrinas – Nas lapelas dele – nos seus olhos – na sua boca.
Na sua mentira.
Frida Kahlo
" Só quem vive arte pode morrer por ela"
sexta-feira, 12 de março de 2010
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